terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Após protestos, Evo Morales revoga decisão de criminalizar evangelismo


Vários sites noticiaram na semana passada, a decisão do governo boliviano de tentar tornar crime a prática do evangelismo no país.
Após uma onda de protestos organizados pelas comunidades evangélicas do pais, o presidente Evo Morales fez um comunicado oficial informando a suspensão da implantação do Novo Código Penal.
Foi um mês de uma intensa agenda de orações ao redor do mundo, acompanhada de protestos do próprios cristãos bolivianos, marchas em que houve até confrontos com os policiais.
Mas os esforços valeram a pena, e domingo, o Presidente Morales concedeu uma entrevista  a um canal boliviano  e declarou que: “Para evitar que a direita use o Código para desestabilizar o Estado, decidimos revogar todo o Código Penal”.
O Presidente Evo Morales formalizará o documento e o enviará à Assembléia Legislativapara revogar de uma vez por todas e por completo o Código de Sistema Penal, para impedir que continuem e estendam os protestos.

Com intuito de evitar mais protestos, o presidente da Bolívia, Evo Morales afirmou, neste domingo (21) que vai enviar nota à Assembleia Legislativa para revogar por completo o Código do Sistema Penal. As infomações são do El Deber.
De acordo com o jornal, Evo acredita que a oposição está usando da norma como pretexto para “conspirar” contra o estado. Morales disse à mídia estatal que decidiu revogar o decreto após ouvir a preocupação das organizações sociais. Evo afirmou que quer “evitar a confusão e esse medo baseado em mentiras nas redes sociais”.
O presidente alegou ainda que o seu desejo é de que o código não continue em vigor e disse que espera elaborar outra norma com consenso dos setores sociais.
Protestos
Lideranças religiosas, médicos, imprensa entre outros profissionais bolivianos protestaram contra o novo código do Sistema Criminal do presidente da Bolívia, Evo Morales. No decreto, que foi proposto em dezembro de 2017, o presidente prevê série de mudanças na legislação do país.
Uma delas diz respeito a líderes religiosos, onde Morales caracteriza como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”, prevendo prisão de 7 a 12 anos para quem for pego evangelizando. A proibição pode ser encontrada no artigo 88 no 12º parágrafo do decreto.
Após o anúncio do decreto, vários protestos ocorreram no país. Houve até paralisação cívica departamental em Santa Cruz, Cohabamba e em Trinidad. Médicos, advogados, caminhoneiros e profissionais da imprensa fecharam, por duas vezes, a fronteira entre Brasil e Bolívia.
Contudo, Morales recuou e o anúncio de que o decreto será revogado foi dado hoje, pela mídia boliviana.
“Decidimos revogar o Código do Sistema Criminal para evitar confusões e que a direita deixa de conspirar e não tem argumentos para gerar desestabilização no país, com desinformações e mentiras”, disse Morales.
Em seu discurso, Evo lembrou também de conflitos do passado. “Havia tantas conspirações, por exemplo com os Tipnis, no ano passado, duas ações conspiradoras, uma em Colomi e outra em Achacachi, quantas pessoas perderam dineheiro em Achacachi, estamos superando conflitos, agressões, conspirações”, declarou Morales.
Fontes: Gospelpost e Correio do estado

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